Sempre tive um enorme carinho com animais, tive alguns cães, gatos, periquitos, papagaios, jibóias, iguanas, tucanos, micos, gambás... Há dois anos ganhei uma gata persa, linda, branca, com aquela cara de malvada típica da raça. Ela ficou enorme em pouco tempo, e daqui a pouco já estava pulando a cerca, literalmente. Fugindo de casa, e namorando. Eu me mudei, mas minha mãe ficou com ela e disse que ela estava grávida. Vi fotos dos filhotes, lindos. Não queria que minha mãe desse para a adoção, mas ela não podia ficar com todos; ela ficou com um, a princípio se chamava Alice, sim, porcausa da Alice no País das Maravilhas, sou apaixonada por Lewis Carrol. Trabalho com animação infantil, um dia desses fui fazer uma festa, de repente minha mãe me liga para dizer que Alice não era Alice, e sim Aliço... sahsuahus Então, se tornou Alfredo.
A mãe dele, Puca, o está rejeitando, não quer ficar perto dele por nada, avança e nem o deixa comer. Ai ela está ficando com minha avó que é minha vizinha.
O Alfredo é tão carinhoso, ele dorme comigo, fica brincando com meus piercings, faz carinho no meu rosto, lambe meu cabelo, parece uma pessoinha peluda. Ele tinha um charme, que o fez ser o único a não ser adotado, ele tem um olho azul, e o outro verde.
Hoje, eu descobri que isso não é só um charme, é uma falha genética, denominada síndrome de Waardenburg, só que descobri que tal síndrome carrega com ela deficiência auditiva.
As clínicas veterinárias só voltarão a abrir dia 04 de janeiro, vou levá-lo.
Mas agora eu sei que ele se tornou ainda mais especial, precisa de mais atenção e mais carinho.
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